Segundo a responsável pelo projeto, a Cirurgiã-dentista Daiz da Silva, o intuito da ação é fazer um movimento diferente da odontologia comum, mais voltada para uma medida preventiva.
“Nosso objetivo é fazer mais do que uma escovação e flúor. Queremos informar a população que não tem acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou outros programas, sobre os benefícios de uma boa alimentação e como ela ajuda na saúde oral”, pontua.
A profissional também afirma que o projeto escolheu essa faixa etária por ser a fase intermediária entre a infância e adolescência.
“No dia da ação, fizemos a triagem das crianças, separemos as que estavam com algum processo infeccioso, como a cárie, fizemos o atendimento emergencial e algumas restaurações. As crianças que não apresentaram sinais de alguma doença passaram pelo processo de prevenção e receberam o flúor”, explica.
Além disso, faz parte do movimento realizar um levantamento epidemiológico de saúde oral das crianças, para que se torne um documento de instrumento público participativo para melhorias no atendimento odontológico dessa faixa etária no município de Fortaleza. Para materializar o projeto, o estudo identifica itens como índices de cárie e de dentes perdidos, más oclusões, mau posicionamento dentário, entre outros.
“É preciso instruir os pais, responsáveis e crianças que o dente não serve apenas para sorrir e que existe uma função principal, que é de nutrir o corpo. O aparelho digestivo inicia na boca e, para a criança que não tem todos os dentes, a possibilidade de não ter um bom desenvolvimento para a vida adulta é menor”, finaliza.